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Bancos norte-americanos são os que mais financiam a indústria do carvão

por Mäyjo, em 18.12.13

Bancos norte-americanos são os que mais financiam a indústria do carvão

 

Um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) publicou uma lista dos bancos que mais investiram na indústria do carvão nos últimos anos, numa tentativa de denunciar o crescente financiamento de projectos para a exploração da fonte de energia que mais gazes com efeito de estufa produz.

Segundo o relatório “Banking on Coal: Undermining our Climate” – elaborado pelas ONGUrgewaldPolish Green NetworkBanktrack e Bankwatch e que foi divulgado em Varsóvia à margem da Cimeira do Clima da ONU – entre 2005 e 2013, 89 bancos mundiais investiram €117,9 mil milhões na indústria do carvão.

Ainda que o estudo apenas tenha identificado 1.032 transacções bancárias relativas a 89 bancos, o “Banking on Coal” estima que a totalidade das instituições financeiras mundiais tenha financiado esta indústria num total de €164,4 mil milhões.

Cerca de 71% dos €117,9 mil milhões investidos foram assegurados por apenas 20 bancos (maioritariamente americanos, chineses, britânicos, alemães, franceses e suíços). Destes €117,9 mil milhões, €60,1 mil milhões foram concedidos através de empréstimos e €57,8 mil milhões através da emissão de obrigações e acções de empresas ligadas à indústria do carvão.

A lista dos bancos que mais financiam a indústria do carvão é encabeçada por bancos americanos. Se reduzirmos o período de análise do estudo, conclui-se que os bancos americanos são responsáveis por 24% do financiamento desta indústria, seguidos pelos bancos chineses, com 21%, e dos bancos britânicos, com 12%.

Escrutinando os bancos individualmente, o Citibank, do Citigroup, é responsável pela maior fatia do investimento, cerca de €7,29 mil milhões. O segundo é Morgan Stanley, com €7,23 mil milhões, seguido pelo Bank of America Merrill Lynch, com €6,56 mil milhões. Os restantes bancos, listados por ordem decrescente de capital investido são o JP Morgan Chase, Deutsch Bank, Crédit Suisse, Banco Indústrial e Comercial da China, Royal Bank of Scotland, Bnak of China, BNP Paribas, UBS, Barclays, China Construction Bank, HSBC, China Development Bank, Mitsubishi UFJ, Standard Chatered, Crédit Agricole e Goldman Sachs.

Segundo o relatório, em 2012 as contribuições bancárias para a indústria do carvão eram 397% superiores do que em 2005, ano em que o Protocolo de Quioto começou a ser amplamente aplicado.

“É incompreensível ver que menos de duas dezenas de bancos de um punhado de países estão a dirigir-nos para a auto-estrada do inferno no que toca às alterações climáticas. Os grandes bancos já mostraram que podem causar danos na economia real – e agora estamos a ver que também podem estar na eminência de colocar o nosso clima em risco”, afirma a directora da Urgewald, Heffa Shuecking, cita o The Guardian.

Actualmente, o carvão representa quase 30% da energia consumida mundialmente e constitui-se como a primeira fonte de electricidade. Porém, este combustível também representa 43% das emissões de gases com efeito estufa.

Agência Internacional de Energia alertou já que para se cumprir o limite do aumento da temperatura do planeta devido ao aquecimento global, estipulado em dois graus Celsius, cerca de 80% das reservas de carvão vão ter de permanecer no solo.

 

Foto:  tomp77 / Creative Commons


in: Green Savers

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publicado às 23:37

A poluição chinesa vista pelo satélite da NASA

por Mäyjo, em 18.12.13

A poluição chinesa vista pelo satélite da NASA (com FOTOS)

 

Um dos temas mais falados no Green Savers aborda a poluição chinesa, um assunto que ainda é moderadamente mencionado nos meios de comunicação generalistas, mas que ganha cada vez uma importância internacional. Agora, foi a vez da agência norte-americana NASA disponibilizar algumas fotos do smog em Harbin, uma cidade com mais de 10 milhões de pessoas e cuja visibilidade se encontra reduzida a menos de dez metros. Devido à poluição, claro.

O smog forçou as escolas a suspenderem a actividade, fechou o aeroporto e reduziu a visibilidade do trânsito a níveis incríveis de perigosidade. O satélite Suomi NPP mostrou a gravidade da primeira grande onda de poluição do Inverno chinês e colocou a qualidade de ar da cidade em 500 – a pior possível. A partir de 300, os níveis são considerados perigosos para a saúde humana.

No satélite, as áreas mais claras são nevoeiro – que está cinzento ou amarelo devido à poluição atmosférica. Por outro lado, as áreas não afectadas pelo nevoeiro também se encontram cinzentas ou amarelas. A poluição está em todo o lado.

Alguns bairros da cidade têm concentração de partículas finas (PM2.5) tão altas como 1.000 microgramas por metro cúbico. Para se ter uma ideia do que isto representa, a Agência de Protecção Ambiental norte-americana afirma que os standards de qualidade de ar devem manter-se abaixo dos 35 microgramas por metro cúbico.

Alguns dias depois dos níveis de poluição começarem a subir, os hospitais de Harbin relataram um aumento de 30% nas admissões ligadas a problemas respiratórios. Por outro lado, várias farmácias venderam todas as máscaras anti-poluição nos últimos dias.

 

in: Green Savers

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publicado às 18:35


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